Logo Joca Vergo
cpanel
joca vergo, cia de dança joca vergo
 



Publicidade

Crítica

 
 

Críticas ao seu trabalho:

E a mesa dançou...

Quando fui convidada a assistir um “trabalho em processo” no projeto Diálogos com a Dança Gaúcha de iniciativa do SESC, como sempre tive um certo receio. Receio sim, pois se trata de um trabalho que nem mesmo o diretor sabe como vai acabar e nós aqui na platéia assistindo como cobaias de uma experiência. Mas, como tenho muito respeito e confiança nas iniciativas culturais do SESC e muito mais pela companhia de Dança Joça Vergo, aceitei o desafio e lá estava eu numa noite de quinta-feira conferindo o trabalho.
O tal “trabalho em processo” inicia com a apresentação dos idealizadores, segue com a explanação da diretora de atuação Jacqueline Pinzon da Cia e vem o propriamente dito que seria a coreografia. Alguns exercícios utilizados para a busca da interação entre os bailarinos foram mostrados e logo após começa nosso deleite.
Sempre achei maravilhoso o trabalho do Joca Vergo. Sério, criativo, ousado e marcado por muita disciplina e preparo. Ali estava com ele a maravilhosa Marilice Bastos. Digo isso por que sei da performance dos dois e de quanto trabalho e esforço isso exigiu. São anos e mais anos de dedicação à barra ao piso e muito mais. Desde o clássico, contemporâneo, ginástica, circo, acrobacia, jazz, teatro físico e por aí vai até formar estes seres ecléticos, dançantes, sensíveis e acima de tudo artistas. Seus corpos parecem moldados um para o outro em uma sintonia total. A segurança que um passa ao outro é admirável, resultado de anos de ensaio, pesquisa e disciplina. Ter saído de casa apenas para vê-los já era seguramente um bom começo.
As coreografias que narram o cotidiano de um casal contemporâneo servem de espelho a todos que estão na platéia. É a nossa história ali dançada com a participação especial de uma cantora( Elinka Matusiak) que nos surpreende com sua voz límpida e cristalina, que nos empresta também seus dotes de efeitos sonoros especiais ao vivo, fugindo da corriqueira interferência “in off”. Todas as coisas que podem emitir sons servem de acompanhamento desta cena. Por alguns instantes nos dividimos entre aquele som diferente, aquela voz maravilhosa e a coreografia dançada por estes magníficos bailarinos.
O cenário também dança" a mesa". Tudo que está no palco tem movimento. Isso também já é marca registrada do Joca. A cena contemporânea está posta. A luz(Leandro Gass) é boa parte do espetáculo. Tudo nos leva a refletir. Como é bom estar aqui e ver que nós temos gente de talento. Vi neste trabalho algo que só havia visto apenas em outros lugares muito distantes daqui onde a arte é realmente valorizada.
Sou uma bailarina e professora que também pude contar com inúmeras e diferentes oportunidades de formação. Isso me endurece. Tenho crostas que me servem de escudo e não deixam qualquer trabalho penetrar em mim. Preciso de coisas muito bem elaboradas, de boa qualidade artística e arte séria para me sensibilizar. Tenho visto muitas coisas de qualidade duvidosa sob o rótulo de dança contemporânea. Muitas vezes gente sem trabalho corporal, sem aula mesmo, com performance fraquíssima se contorcendo na nossa frente com ruídos estridentes que nos dá vontade de sair correndo.
Penso que há várias danças com objetivos diferentes. Às vezes assistimos a alguns espetáculos de escolas onde todos e todas dançam como aprendizes diante de seus orgulhosos familiares e devem ter as mesmas oportunidades. Outras vezes vemos senhoras e senhores em iniciativas de dança na terceira idade que buscam saúde qualidade de vida, socialização, onde muitas vezes a qualidade artística acaba sendo suplantada por estes objetivos. Também as danças folclóricas perpetuam nossa história e nossa identidade cultural, nos levando a colocar estes objetivos em primeiro plano.
Porém quando falamos em companhias de Dança, temos que priorizar o profissionalismo, a boa performance e a qualidade artística. Estas companhias devem oferecer um produto de consumo cultural bem acabado e de boa qualidade. Para que se atinja a possibilidade de ser patrocinado por leis e incentivos fiscais ou por empresas que investem na cultura, a eficiência nos propósitos artísticos devem estar em primeiro lugar. Para formar platéias de dança é prioridade que ofereçamos espetáculos de qualidade. Precisamos mostrar estes bons trabalhos. Estes artistas precisam de apoio e financiamento para que continuem nos presenteando com boas obras.
A arte não muda o mundo, mas sensibiliza as pessoas que poderão humanizar o mundo. A arte é necessária tanto quanto comida, educação e saúde. Poder desfrutar de momentos agradáveis faz parte de um conjunto que chamamos de qualidade de vida. E eu digo que este espetáculo proposto pela Companhia de Dança Joca Vergo é um momento único de prazer e invasão artística, pois com eles até mesa dança.

Lisete Arnizaut de Vargas
Dra. em Dança pela Universidade de Barcelona / Espanha
Professora de Dança da UFRGS

Porto Alegre, 12 de julho de 2007.




Num cenário em permanente construção, avançando conforme o fluxo e refluxo das conduções das políticas culturais, a dança em nosso Estado mantém-se viva e atenta à dinâmica das inovações dos grandes centros exportadores de tendências. Das manifestações artísticas aqui praticadas, pode-se dizer que esta é a menos estimulada; fato que, em termos, a coloca ainda em caráter incipiente. No entanto, um olhar atento a um passado recente faz surgir uma constelação de bailarinos, dos quais alguns atuantes em instâncias internacionais, construtores de uma carreira sólida e reconhecida. De fato, alguns encontram aqui um terreno profissional insustentável, na medida que o mercado de dança insiste em ser tímido. Outros ainda, fazem carreira fora e voltam para dar continuidade ao processo da linguagem coreográfica e técnica, atuando como professores e coreógrafos. Há os que alcançam significante repercussão profissional no eixo cultural do país (SP e RJ), absorvem novas possibilidades de expressarem-se pela dança e voltam para cá com o mesmo propósito, qual seja o de fortalecer nossa frágil porém sempre fértil paisagem artística.
Nessa miríade, temos na figura de Joca Vergo a personificação da multiplicidade de facetas das quais nossos heróicos bailarinos são submetidos ao lançarem-se nessa árdua tarefa que é a prática da dança. O trabalho incansável que Joca tem realizado, desde o início de sua trajetória, nos é mostrado em seus últimos espetáculos. Tendo como base as pesquisas corporais de Martha Graham, a tradição do ballet clássico e as tendências contemporâneas, Joca tem potencializado a dança como linguagem que dialoga com outros estratos da arte. Em seu último espetáculo Fragmentos Personários percebemos a miscigenação de recursos interpretativos explorados em sua coreografia, na medida em que é incorporado à dança diferentes propostas até pouco tempo impensáveis, resultando em pura potência plástica e poética. Em Fragmentos, a figura do palhaço, elemento recorrente na historiografia da evolução do espetáculo, serve de eixo temático e via de acesso para que o teatro possa ser muito bem incorporado aos elementos de caráter coreográfico. Esse personagem filosofa sobre questões cruciais da existência humana, e o faz de forma emocional ao propor indagações ao público que são potencializadas pela inserção da mágica como recurso dramático. Para além do teatro, da filosofia e da mágica, temos também os bailarinos que apresentam coreografias entremeadas pelo uso das técnicas de tecido e rapel. As danças em conjunto, solos e pas des deux – é importante salientar que Joca coreografa, dirige e também é a única figura masculina em cena que dança – ganham força e riqueza de expressão pelos apropriados aéreos que compõe a trama do espetáculo. As bailarinas da Cia. de Dança Joca Vergo surpreendem em suas entradas inesperdas, que podem acontecer tanto em um monociclo ou numa espécie de corte ao palhaço, nos fazendo lembrar, por vezes, das figuras mitológicas encontradas na pintura renascentista. Como não bastassem tantos cruzamentos, a música tem trilha especialmente composta e é executada ao vivo, por um pequeno conjunto.
Numa das primeiras oportunidades em que Joca mostrou Fragmentos em Porto Alegre, no saguão de entrada da Faculdade de Ciências Médicas de Porto Alegre, estava contido ali a adequação do espetáculo ao contexto arquitetônico do prédio. Sua pesquisa transita num elevado patamar investigativo, pois faz condicionar seu trabalho coreográfico ao espaço físico eleito para suas apresentações. O espetáculo nunca será o mesmo. Em cada espaço de apresentação surgem outras possibilidades de interface da sua coreografia com o entorno. Fragmentos torna-se constante desafio de adequação. A experiência em palco italiano, quando mostrado em outro momento no Teatro Renascença, fez redimensionar as investigações de Joca no que concerne ao uso do espaço. Não há como negar que o efeito estético do espetáculo nas dimensões tradicionais do espaço cênico ocidental revela uma pulsão contagiante, equilíbrio permanente e reforço no potencial dramático que permeia Fragmentos. É de se destacar o reforço que a presença de outro bailarino em cena oferece ao espetáculo, pois é dado maior visibilidade aos pas des deux em rappel de parede, tecidos e conjunto coreográfico.
Sustentada em sua constante investigatição, a carreira de Joca Vergo sintetiza a viabilidade do corpo enquanto elemento condicionante da expressão técnica e dramática das coisas da vida. Ele faz da dança seu instrumento de discurso cênico, fruição estética, estímulo aos sentidos e manifesto constante de sua condição de bailarino e coreógrafo numa cidade que ainda não descobriu o real valor da dança. O trabalho de Joca é, sobretudo, uma resistência ao inócuo mercado de dança, ao desinteresse das políticas públicas para as artes e, por conseguinte, da falta de conhecimento que assola o grande público gaúcho sobre o fazer artístico.

Nei Vargas
Mestrando em História, Teoria e Crítica da Arte no
Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais do Instituto de Artes da UFRGS

NO JORNAL COMÉRCIO / PANORAMA / PORTO ALEGRE NO DIA 26 DE SETEMBRO DE 2006.


Ver Joca Vergo dançar é como guardar na lembrança uma alegria de criança! Não instantânea. Apenas genuinamente solta em seus movimentos figurativos. Joca cria espaço dentro do espaço, saltando sobre poça invisível da poesia, girando impecável entre voracidade muscular e caminhos caligráficos que desenha quando enrola-se nos panos nas alturas. À sua altura. Lição de aprendizado pelo amor à dança que traz consigo profissionalmente há 20 anos. Um vicênio erótico-explosivo no recital das danças: Acid Jazz, Lounge, Remix , Pop e Loop-free, em todos os decibéis tonalizados pelo foco de nosso olhar. Joca é um dançador indecorosamente carnal na prática da encenação capitulada. Improvisa e desvenda os segredos de Vilvaldi, baila com as notas lúcidas de Tom Jobim, envolve-se nos resmungos sexy e arranhados de Billie Holliday. E por fim, descobre os segredos das harmonias de Wollenweider e Maninha Pedroso. Para todos Joca Vergo dança até no Bailéu.

(ZéAugusto , Jornal Fala Brasil
Artista Plástico.
Porto Alegre 20/06/2005)

Joca Vergo surpreende o espectador no espetáculo Filtro Solar. Com uma inspiração instigante e uma coreografia bem elaborada nos faz cativos de sua criatividade. Este bailarino/coreógrafo é um dos melhores quadros da dança gaúcha.

(Presidente do Centro Cultural CEEE Erico Veríssimo),
Nicéa Ingaray l.
Porto Alegre 24/01/2004)

Com um formato multimídia, em que projeções de vídeo e texturas são mescladas com música (trilha pré-gravada e ao vivo), coreografias contemporâneas e intervenções de um ator, a performance enobreceu a programação de nosso projeto, o Arte no Solar, pela qualidade artística e requinte estético demonstrado no espetáculo “Filtro Solar”. Desta maneira, o Solar dos Câmaras se orgulha imensamente por ter possibilitado ao público gaúcho a uma apresentação de excelente nível artístico.

(Diretor do Departamento de Relações Institucionais Carlos Roberto Coelho.
Porto Alegre 20/08/2004)


O espetáculo Fragmentos Personários foi apresentado em uma praça com utilização da Dança Contemporânea, técnica de acrobacia aérea em tecido, trapézio e rappel. Aproveitando belezas naturais do ambiente: como árvores, canteiros, arquitetura... Ressaltando também o Prédio Histórico ? Coreto Municipal. Agradecemos a presença da Joca Vergo Cia de Dança que abrilhantou nosso evento , através das belíssimas coreografias inteligentes e ágeis, demonstrando um profissionalismo incomum pelo amor a Arte.

(Secretaria Municipal de Cultura, Jussara Carpes e Coordenadora do Evento Ana Carla Flores. Bagé 27/05/2005)


A estética representativa do espetáculo juntamente com sua temática revela a sensibilidade, autenticidade e forma corporal inerente ao belo e original trabalho.
A Coreografia proposta pelo artista, que tanto na sua movimentação singular quanto na movimentação dos outros bailarinos evocam com expressão a natureza da obra: um espetáculo que Filtra, Vibra e que propõe reflexões, indagações e constatações..
Filtro Solar é um dos espetáculos de dança que compõem, com certeza a cena contemporânea da dança nacional.

(Coordenadora do Curso de Graduação Tecnológica em Dança da Ulbra, Ângela Garcia).
Canoas 12/04/2004)

CGTEE - Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica, tem um profundo reconhecimento e grande respeito e admiração pelo trabalho da Joca Vergo Cia de Dança
Com sua arte divulgada de forma popular. Onde de uma forma libertaria e amorosa é divulgada para todos os tipos de públicos, levando assim a vários lugares da cidade e do estado, Dança Contemporânea de uma forma alegre, acolhedora e principalmente com uma atitude profissional de muita responsabilidade. A Cia contribui para que a arte da dança seja divulgada para todos de forma democrática e com o nível de grades Companhias, pois seus artistas demonstram compromisso com a arte.

(Coordenadora de Eventos da CGTEE Rita Todeschini.
Porto Alegre 08 /08/2005)


O espetáculo Filtro Solar, surge no panorama da dança no Rio Grande do Sul com uma proposta que une a linguagem de dança, música, teatro e vídeo. Estas diferentes formas de expressão se unem de forma harmônica, o que demonstra a maturidade do seu coreógrafo e diretor Joca Vergo. Este trabalho fortalece e revigora a imagem da dança no estado, o que motiva a incentivar a sua projeção no panorama da dança no Brasil.

(Jurado do Prêmio Açorianos de Dança 2003, Homero Volino Correa.
Porto Alegre 25/03/2004)

Filtro Solar, da Joca Vergo Cia de Dança é um espetáculo que movimenta conceitos, provoca o pensar, instiga os instintos, nos impulsionando para o futuro. Além disso, é uma obra de linguagem jovem, faz um Mix de mídia e, com certeza, fará você vibrar! E, se no final você sentir vontade de dançar, não estranhe... Dance!

(Diretor Teatral - Fernando Uchoa.
Porto Alegre, 19/11/2003)

 

 

 



 
   
: : Outros Links
:: Vídeos
:: Espetáculos
:: Reportagens
:: Blog da Cia
:: Fotos
   
Página Inicial | Curriculum | Vídeos | Espetáculos | Fotos | Clientes | Fale com a Cia

Joca vergo Cia de Dança ® Todos os Direitos Reservados - Administrar
Gráfica expanSSiva