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Sinópse
e Concepção Síntese do Projeto O espetáculo de dança
A TORRE, criado, dirigido e protagonizado por Joca Vergo, representam
de forma cênica, subliminar e contemporânea o homem do século
XXI e a relação que ele mantém com padrões
e estereotipes preestabelecido e ditado pela sociedade, transformando-o
em um prisioneiro de um comportamento que, muitas vezes, não
condiz com sua real vontade. E, do alto desta maneira de viver - usando
como metáfora e como referencial uma estrutura com o formato
de uma torre - entre quedas, mergulhos e tentativas de emergir de toda
essa mediocridade este homem luta diariamente para libertar-se e despir-se
de todas as máscaras e carcaças que disfarçam sua
verdadeira essência e intenções. Num momento globalizado
e absolutamente competitivo que vive, este espetáculo - destinado
não somente ao público em geral mas também a um
público eclético oriundo de áreas profissionais
como a psiquiatria, psicologia, medicina - desperta na platéia
a possibilidade de novos “movimentos”, de novas condutas
que faça este homem deste novo século perceber-se como
indivíduo que pode perfeitamente relacionar-se com o mundo, com
o mercado de trabalho, com sua família e amigos de forma harmoniosa
e feliz, sem máscaras, sem subterfúgios. Justificativa O investimento aplicado ao espetáculo A TORRE justifica-se plenamente por levar ao palco uma arte tão expressiva, tão importante quanto à dança não apenas em seu sentido cênico, estético. E sim, remetendo-lhe a possibilidade de, através de seus movimentos, transformar-se em instrumento de mudança, de conscientização comportamental propondo a quebra de estereotipo, a derrubada de máscaras e de padrões que aprisionam o homem. Conteúdos que pouco têm sido levado aos teatros e casas de espetáculo de Porto Alegre e que, em função desta leitura social, têm todas as condições de transformar-se em sucesso de público e crítica. O que, sem dúvida alguma, remeterá à própria entidade-apoiadora toda a seriedade e credibilidade impressas no projeto. Objetivos Com a aplicação de investimentos e a montagem de A TORRE, objetiva-se: - Levar a diversas platéias, tanto da capital quanto do interior, uma estética diferente, relacionada à dança, onde o artista, o bailarino transita pelo palco como se fosse o protagonista de um monólogo shakesperiano interagindo com uma estrutura no formato de uma torre e, através desta metáfora, questiona-se sobre o ser e o não ser do homem no século XXI; - Formar um nº cada vez maior de público a estes tipos de espetáculos, favorecidos pela atualidade do assunto e pela identificação que o protagonista projeta a cada indivíduo que o assiste; - Captar a atenção dos jovens que, inseridos em um mundo altamente competitivo e globalizado, muitas vezes acham-se desorientados sobre qual a direção (profissão, ética, comportamento) seguir; - Mobilizar a sociedade médica, na área da psiquiatria, psicologia e outras sociedades/instituições alternativas como a holística, promovendo encontros e debates sobre o comportamento e a ética deste novo século após cada espetáculo; Criação Cenografia A composição cênica
cara carateriza-se pela austeridade simplicidade e abstração.
Ela consta de uma torre como elemento protagônico que representa
as estruturas estabelecidas e reproduzidas socialmente. Trata-se de
uma torre móbil, de estrutura metálica tubular desmontável
2,50 metros de altura; na parte superior possui um mini palco e na parte
inferior elementos para se pendurar e executar outros tipos de movimentos.
Placas de aço polido serão pendurados para contornar o
fundo do palco. Essas folhas de metal serão tencionadas do teto
e do chão. E o abatimento do corpo do bailarino sobre estas pranchas
dará um efeito vibratório sonoro e visual de rebote, representando
a impossibilidade de fugir dos horizontes que o sistema desenha para
seus filhos dominados. Criação Figurino O figurino foi concebido como uma roupagem a-temporal e não figurativa, de um ‘ser’ envolvido em problemáticas existenciais possíveis em qualquer tempo e espaço. Embora isso tenha uma sutil referencia a estéticas futuristas porque é aí onde se cristalizara a crise do sujeito. Será extravagante e excêntrico, feito de um tecido que reflete as luzes, terá intensidade luminosa com efeitos. A cor será prateada e os apliques e suplementos (para possibilitar a movimentação aérea) pretos. Está vestimenta será desprendida conforme o andamento do espetáculo, onde terão outras por baixo, mais básica ,como short e camiseta, joelheira e suporte . Criação Luz A luz criará a ambientação necessária para alguém enclausurado num lugar restrito e pequeno em cima de uma estrutura de ferro, que com o tempo começa abranger mais e mais o espaço cênico até toma-ló por completo, conforme o bailarino vai se desvencilhando da estrutura, assim saindo de uma estrutura obscura e reprimida com uma luz âmbar nas laterais, formando corredores e um luz em cima da torre com foco branco, depois passando para um branco total com 50% de potencial indo para um contra azul, usando diagonais no chão brancas para criar sombras da estrutura e do bailarino em cima da torre para se referir aos seus próprios fantasmas. Quando o personagem se libertar de tudo, entra um contra azul com um foco na lateral esquerda do palco sobre um tecido criando um contraste de intensidade dramática para esse momento de caráter espiritual. Ficha Técnica Criação/ Direção
e Coreografia: Joca Vergo Num cenário em
permanente construção, avançando conforme o fluxo
e refluxo das conduções das políticas culturais,
a dança em nosso Estado mantém-se viva e atenta à
dinâmica das inovações dos grandes centros exportadores
de tendências. Das manifestações artísticas
aqui praticadas, pode-se dizer que esta é a menos estimulada;
fato que, em termos, a coloca ainda em caráter incipiente. No
entanto, um olhar atento a um passado recente faz surgir uma constelação
de bailarinos, dos quais alguns atuantes em instâncias internacionais,
construtores de uma carreira sólida e reconhecida. De fato, alguns
encontram aqui um terreno profissional insustentável, na medida
que o mercado de dança insiste em ser tímido. Outros ainda,
fazem carreira fora e voltam para dar continuidade ao processo da linguagem
coreográfica e técnica, atuando como professores e coreógrafos.
Há os que alcançam significante repercussão profissional
no eixo cultural do país (SP e RJ), absorvem novas possibilidades
de expressarem-se pela dança e voltam para cá com o mesmo
propósito, qual seja o de fortalecer nossa frágil porém
sempre fértil paisagem artística.
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