Sinopse

“Fragmentos Personários”, é um espetáculo poético-musical, numa confraternização das artes cênicas que celebra com a poesia, o teatro, a música, a dança e as técnicas aéreas numa cerimônia cheia de magia e emoção. São personagens que evocam um jogo abstrato de atitudes e sensações, mixando a exatidão de diferentes técnicas ao improviso.

A história se passa nas reminiscências de um personagem: um palhaço, já com uma certa idade, vai recordando sua longa vida através de poemas recitando-os através de todos os personagens que passaram e marcaram sua trajetória. Personagens os quais, muitos deles, materializam-se a sua frente em grandes vôos numa viagem onírica, invadindo sua imaginação em toda a sua dimensão, ocupando o seu ar e o seu fôlego com técnicas de aéros personificados por trapezistas, acrobatas, bailarinos e atores.

Estes artistas, um grupo de dez profissionais, se apropriam do espaço do nosso personagem principal, desfilando suas respectivas artes e talentos desenvolvidos no ar e na terra como: rappel de vo, rappel de parede, acrobacia aérea em tecido e o trapézio.

Inseridas no contexto do imaginário do nosso palhaço, as técnicas aéreas em tecido, rappel e trapézio mostram ao público como se pode vencer os limites pré-estabelecidos pela razão do homem e até mesmo por sua imaginação. O medo da altura, a vertigem da caída, a desenrolada em direção ao abismo, o pêndulo e a segurança do nó firme na hora da queda são nada mais do que sensações e sentimentos que podem ser explorados, vencidos e ultrapassados.

A arquitetura se torna um elemento cênico, importante e necessário, pois ao mesmo tempo que valorizamos os patrimônio histórico de diferentes cidades, o elenco interage com o ambiente imprimindo-lhe cor e vida, apreciando assim , as marcas do passado, representadas e resgatadas nas reminiscências de um futuro próximo.

O violino e a percussão musicalizam os textos, interpretados por homens (Régio, Pessoa, Drummond). O teclado e o sax dão o tom aos textos interpretados por mulheres (Clarice Lispector, Isadora Duncan). Músicas que incluem, além de improvisações, temas de Ravel, Brahms, Egberto Gismonti, Bach, Chico Buarque...

A direção do coreógrafo Joca Vergo traz incorporada em si as vivências e aprendizados corporais assimilados ao longo de sua carreira, traduzindo uma corporalidade contemporânea utilizando-se cenicamente das técnicas de aéreo para compor os personagens, misturando-se a elas a música, a literatura, o teatro, a arquitetura e a poesia.

O espetáculo tem 45 minutos de duração durante os quais, além da evocação ao entretenimento, ao onírico, à imaginação e à própria essência do homem, busca-se a interação, a participação do público.

Ficha Técnica

Direção e Coreografias - Joca Vergo.
Elenco - Joca Vergo, Marilice Bastos, Daisy Sampaio, Aline Karpinski, Joana Cambeses, Pablo Cuello.
Ator – Eduardo Toledo
Músicos - Vinicius Farina Marcos Bento, Maninha Pedroso e Felipe Umann.
Produção - Ana Albuquerque
Divulgação - Silvia Abreu
Iluminação - Leandro gás

 
 
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